DIVERSOS – Aconteceu Comigo

As aulas do Noturno no ICEIA estavam começando quando ouvimos um estrondo e a luz apagou.

Eu, a vice diretora, e duas assistentes, Ana Maria Chagas e Solange Paiva, agilizamos: lanternas, avisamos aos professores que não saíssem das salas (térreo e 1° andar).

Enquanto resolvíamos, ouvimos o barulho de carteiras jogadas de uma sala do 1° andar para a área da pérgula, nos apressamos, encaminhamos um funcionário para a sala, reforçamos o portão principal, os alunos que moravam na redondeza e os que tinham transportes próprios foram embora. Total correria, eram 58 salas com no mínimo 40 alunos cada, e a luz não voltava, decisões e mais decisões eram tomadas.

A escola ficou vazia, sentamos e esperamos a luz voltar.

Que estrago! Todas as carteiras de uma sala do 1° andar estavam no térreo quebradas; precisávamos arrumar a sala para o turno matutino, buscamos no almoxarifado as carteiras que estavam consertadas, eram duas horas da madrugada.

Cheguei ao ICEIA para dar aula às 7 horas da manhã, fui recebida pela Diretora Geral com a ordem de imediato punir os vândalos, mas a minha convicção era e é que em todo processo agressivo de uma multidão o gerador é uma pessoa; como descobrir, sem pressionar a ter delatores? Iniciei a minha “via sacra” por mais de 15 dias, esperava os alunos na chegada da sala de aula e a conversa era a mesma: a tristeza de presenciar o acontecido, de ver jovens que não valorizam nem respeitam a escola e não assumem os atos por eles praticados.

A cobrança da punição vinha novamente e eu pedia um tempo maior.

Numa sexta-feira já fechando a minha sala para ir embora um aluno pediu para conversar, e na minha frente “olhos nos olhos” ele disse: ” Fui eu quem começou”.

A vida só tem sentido quando ensinamos o que aprendemos e a paciência é uma das características mais importante para aplicação do que aprendemos.

Precisamos refletir.

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