NOTÍCIAS – Conhecendo a história do Carnaval

O carnaval originou- se na Antiguidade com festas aos deuses onde se podia ter uma mudança na ordem social. Sendo assim, os escravos e servos assumiam os lugares dos senhores e a população aproveitava para se divertir.

No Brasil, o Carnaval surgiu com o entrudo trazido pelos portugueses, que era uma brincadeira onde as pessoas jogavam água, farinha, ovos e tinta uma nas outras.

Os africanos escravizados se divertiam nestes dias ao som de batuques e ritmos trazidos da África e que se mesclariam com os gêneros musicais portugueses. Esta mistura seria a origem da marchinha de carnaval e do samba, entre outros ritmos musicais.

No início do século XX, buscando civilizar a festa, a prática de lançar farinha e água foi proibida, e as pessoas começaram a importar dos carnavais de Paris e Nice o costume de jogar confetes, serpentinas e flores.

Com a popularização dos automóveis, as famílias mais abastadas do Rio de Janeiro, Salvador ou Recife, saíam com os carros e jogavam confetes e serpentinas nos passantes, e essa tradição se manteve até a década de 30.

Com o surgimento do choro e da releitura de ritmos europeus, o Carnaval de rua passou a ser animado pelas marchinhas. A primeira marchinha de Carnaval foi “Ó Abre Alas“, escrita em 1899 pela compositora carioca Chiquinha Gonzaga.

Surgiram os “ranchos”, as “sociedades carnavalescas” e os “cordões”, grupos de foliões que saíam pelas ruas da cidade tocando as marchinhas e fazendo todos dançarem.

Com a popularização do rádio, as marchinhas caíram no gosto popular. Diversos cantores registraram estas composições, destacando-se Carmem Miranda e Francisco Alves (principais intérpretes deste gênero).

Na década de 60, a marchinha deu lugar ao samba-enredo das escolas de samba.

A primeira agremiação que surgiu no Rio de Janeiro se chamava “Deixa Falar” (atualmente Estácio de Sá), em 1928.

O carnaval de rua no Rio de Janeiro sofreu uma mudança  com a construção do “Sambódromo”, que confinava os desfiles a este espaço, onde se cobra ingresso para acompanhar os desfiles. A festa passou a ser transmitida pela televisão também.

Mas o carnaval de rua sobrevive nos subúrbios com grupos como o “Cacique de Ramos”, de blocos como o “Cordão do Bola Preta” e os “Carmelitas”, dentre muitos outros. Atualmente, quase 500 blocos desfilam pelas ruas cariocas.

Em Salvador, os trios elétricos fazem a alegria dos foliões. Sua origem está ligada às batalhas de flores e aos corsos. O primeiro trio elétrico foi inventado pelos músicos Dodô e Osmar, em 1950 quando usaram amplificação elétrica para seus instrumentos musicais. O samba, a batucada, o axé, a timbalada e os grandes grupos de percussão como os “Filhos de Gandhi” são a marca da festa baiana.

Em Pernambuco, a festa carnavalesca de Olinda é animada pelo frevo. Igualmente, os recifenses utilizam os bonecos gigantes nos seus desfiles. A cada ano, as agremiações lançam novos rostos como jogadores de futebol, atores, personalidades que faleceram, heróis dos quadrinhos. Os bonecos também são usados para fazer crítica social e é comum ver políticos retratados por estes artistas.

Além do Brasil, outros países também comemoram o carnaval. Cidades como Veneza (Itália), Nice (França), Nova Orleans (EUA), Ilhas Canárias (Espanha), Oruro (Bolívia) e Barranquilla (Colômbia), também celebram a festa.

 


 

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