O que faz o ser que ama visualizar o objeto do amor de forma diferente?

Vivi a minha juventude ouvindo canções celebrando o amor: “ Se todos fossem iguais a você”, “Hino ao amor”, “ Deus como te amo” e tantas outras; cantava e sentia o encantamento desse amor, mas não conhecia o “amor maior”, o amor entre os seres humanos, animais ou vegetais, o amor que inebria, que nos faz melhor, que nos estimula a viver saudável e feliz.
Fui aluna na faculdade de um professor inesquecível, considerado louco por uns e sonhador por outros. Nas suas aulas eu viajava para o país da esperança em que tudo acontecia, era possível, era magia; lembro-me que exemplificando o “ amor maior” ele nos contou que em uma fase terrível de carência afetiva, procurou algo para amar e achou no seu quintal uma pedra muito interessante e pequena, a escolheu, cuidou do solo que a abrigava, limpando e cercando; esse espaço se tornou preferido pelos pássaros que ciscavam o solo e embelezavam o pequeno local.
O período de solidão passou, ele casou e levou a pedra, só que ele afirmava que a mesma não estava do tamanho que ele a conheceu, estava bem maior.

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