QUESTIONAMENTO – Como não acreditar em Deus diante de tal espetáculo?

Numa tarde de domingo bastante quente, um grito de criança: ” gente – um passarinho caiu, está no chão da sala”, era a voz de Alana (6 anos). Em um minuto a sala estava cheia e todos faziam perguntas:

– Caiu de onde?

– É filhote?

– Está machucado?

– O que fazer com ele?

Precisamos de uma gaiola, fala Naara (10 anos), eu vou buscar no quintal da minha tia.

Trás a gaiola: ” Tome Vó, quem vai colocar o passarinho dentro?”

E Gabriela (13 anos) pega com carinho a gaiola e temerosa coloca o passarinho dentro.

As perguntas continuam:

– Aonde colocar água para ele?

– Que comida ele come?

– Temos que comprar uma seringa bem pequena para colocar a comida no bico?

– Que comida? Pão molhado? Banana machucada? Alpiste?

Vó que vai dar a comida a ele, eu machuco a banana, diz Gabriela.

Chega a noite, aonde colocar a gaiola?

Idéias e mais idéias;

tem que colocar num lugar alto por causa que Mel e Tyla (as cadelas) comem o passarinho.

– Não pode ser dentro de casa porque é muito quente, nem fora porque é muito vento.

Já achei o lugar, diz Naara, prende na grade no alto, bem perto do telhado, para proteger a gaiola.

Vamos vó dê logo a água e a comida dele para ele dormir, diz Alana.

E o passarinho é recolhido no alto da grade bem perto do telhado.

Amanhece o dia, todas se aprontam par a escola e vão se despedir do passarinho.

Nos meus afazeres, senti a ida e vinda de um passarinho, fui olhar, ele pousado na gaiola voava e voltava em pequenos espaços. Resolvi abrir a porta da gaiola, me escondi e vi um espetáculo jamais visto, de uma beleza sem igual:

A mãe entrou na gaiola e com o bico acariciou todo o corpo do filhote, depois saindo e voltando da gaiola, como se estivesse o ensinando a voar e como um passe de mágica de vôos em dupla, pequenos e longos, rápidos e demorados, eles sumiram.

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