QUESTIONAMENTO – Existe crime perfeito?

Relendo o livro Crime e Castigo do escritor russo Fiódor Dostoiévski, lembrei de um fato contado há muitos anos por minha mãe:

Um homem vivia numa cidadezinha com a companheira; não se entendiam, brigavam o dia todo, como era violento quase sempre a espancava. Num dia o descontrole foi tal que ele a deixou sem forças estendida no chão e olhando uma réstia de Sol ela disse para ele: “essa réstia de Sol vai ser a minha testemunha.”

Ele fugiu e ela veio a falecer, durante muito tempo ele percorreu várias cidades, progrediu e se estabilizou, muito tempo depois se casou com uma mulher da alta sociedade.

Num dia de sol na sua bela residência curtindo o Sol na beira da piscina viu distante uma réstia de Sol e começou a rir, a esposa ficou curiosa e perguntou porque tanta alegria ao ver a réstia de Sol e ele contou: “Quando jovem vivi uma aventura com uma mulher que nada tinha a ver comigo, toda vez que nos desentendíamos ela dizia que a réstia de Sol seria a sua testemunha, por isso não consigo ver uma réstia de Sol sem rir.”

A esposa não acreditou na versão do marido, contratou um detetive para que pesquisasse a juventude do marido; tomando conhecimento de toda a vida do marido, o denunciou.

“O crime não compensa.”

 

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