QUESTIONAMENTO – Lembrou que quando Deus tira os dentes amola a gengiva?

Início do ano letivo e a expectativa de que turmas irei ensinar?Como serão os meus alunos? Qual a sua receptividade em relação a mim?

No passado quando eu atuava como professora de classe era sempre esses pensamentos, num determinado ano recebi o horário das mãos da vice diretora e fui para sala, como surpresa uma grande preocupação: Um aluno deficiente visual, terceiro ano de magistério, nunca tinha tido essa experiência, fiquei atônita e ao mesmo tempo me veio um pensamento real: ” Ensinar é fazer brotar de cada silêncio a verdade e a magia do tempo, um compromisso do amanhã.”

Comecei o meu processo: Disciplina ( matemática),  horário ( dias e horas), e o que esperava deles; a intuição divina, minha eterna companheira fez o resto. Benedito se manteve um dos melhores alunos da classe, concluiu o curso, não o esqueci. Seis anos depois, quando assumi a Assistência da Diretoria andava pelo corredor da Secretaria, vi em minha frente um deficiente visual com bengala, lembrei do meu ex- aluno e automaticamente o chamei: “Benedito!”.E por incrível que pareça ele falou bem alto: “‘Venha pra cá, Angélica!”

 

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